Avenida Rio Branco - 1914

Avenida Rio Branco - 1914Foto.: 1914, fotógrafo Venancio Schleiniger, PB, reprodução
18,0 x 36,8cm, n.º 33, neg. 031/34, acervo Arquivo
Histórico Municipal de Santa Maria.

Em tempos de recuperação da Avenida Rio Branco, torna-
se sugestiva essa imagem, colhida em 1914 por Venancio
Schleiniger.
À esquerda, aparece o sobrado de João Antônio de Moraes
Chaves, em cujo térreo funcionava, até 1916, o Restaurante
Central. Logo adiante, outro prédio: o da loja do
napolitano Anibal di Primio. Seria destruído por incêndio
em 1916. Baldio por longo tempo, o terreno receberia, na
década de 1930, interessante exemplo de Arquitetura Moderna:
um posto de gasolina, propriedade do Sr. Luiz Mathias
Aita.
Mais adiante, na esquina onde, desde os anos 1940,
encontra-se o Edifício Cauduro, do antigo Hotel Jantzen,
havia residência térrea. Nesta funcionaria, entre 1927 e
1932, o Telégrafo Nacional. Aliás, foi ao ingressar naquela
repartição, à tardinha de 3.10.1930, que ocorreria a detenção
do comandante da 5.ª Brigada de Infantaria, Gen. Fernando
Medeiros. Seria o estopim da Revolução de 30 em
Santa Maria. Mais no fundo, vê-se a nova Matriz, ainda
com a feição original de quando sagrada, em 5.12.1909.
À direita da fotografia, o início do canteiro central, correspondente
ao local da velha Matriz com cemitério anexo,
demolida em 24.12.1888. Na extremidade direita, aparece
parte da torre do templo neogótico da Igreja Episcopal
Anglicana, inaugurado em 11.11.1906.
Retificação: e-mail vindo da “Terra dos Presidentes”
esclarece que o nome do avô da primeira-dama Maria Thereza
Fontella Goulart era João Manoel Fontella, e não como
saiu no último dia 1.º. Quanto aos filhos deste, acrescentamos
dois aos mencionados naquela data: Modesto e Dinarte.
Este último, casado com Maria Júlia Pasqualotto Fontella,
era o pai da primeira-dama.

Fonte: Luiz Gonzaga Binato de Almeida -in Jornal A Razão 14/07/2010

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